Descrição:
A Associação Catarinense para Integração do Cego – ACIC é uma instituição não governamental, sem fins lucrativos, com vistas a promover o exercício da cidadania e a plena participação das pessoas com deficiência visual na sociedade. Foi fundada em 18 de junho de 1977, por um grupo de pessoas que entendeu a crescente necessidade de que os sujeitos com deficiência visual pudessem se mobilizar no sentido de perceberem-se enquanto cidadãos de direitos, buscando visibilidade em todas as esferas da sociedade. Ao longo de sua caminhada, diversas mudanças foram sendo vivenciadas por esta organização, a qual constitui-se, atualmente, em uma entidade de caráter sócio assistencial, tendo como território de abrangência o Estado de Santa Catarina. Para efetivar-se o cumprimento de nossa missão, atuamos com pessoas cegas e com baixa visão de todas as faixas etárias, atendendo nas áreas de habilitação, reabilitação, profissionalização, cultura, esporte e lazer. Nosso trabalho demanda a superação de desafios cotidianos, os quais vão desde a quebra do paradigma em relação à incapacidade das pessoas com deficiência, nas múltiplas instâncias sociais, até à compreensão de que este segmento se constitui em protagonista de sua própria história, escrevendo-a, transformando e sendo transformado pelo meio em que está inserido. Pautada por uma postura política democrática, a Instituição compartilha de uma perspectiva crítica de sujeito humano, enquanto um ser criativo, participativo, que é capaz de se apropriar ativamente da realidade e atuar deliberadamente nesta, como um cidadão autônomo e consciente de seus direitos e deveres. Esta instituição, portanto, apenas obtém resultados significativos em sua atuação, exercendo suas funções em parceria com todo o cenário social, o qual vai muito além de seus muros, abrangendo territórios das mais variadas vertentes, pois o sujeito humano precisa ser compreendido em sua integralidade. DA FORMA DE ACESSO AO SERVIÇO: O acesso ao serviço dar-se-á por meio de demanda espontânea ou encaminhamento da rede. A triagem é feita pelo Serviço Social e pode ocorrer por meio de atendimento presencial ou análise de dados fornecidos por meio digital. Posterior a estes procedimentos, é realizado contato telefônico e agendado atendimento inicial. Durante o atendimento é garantido espaço de escuta ativa e qualificada, acolhimento das demandas apresentadas e, caso identificada necessidade, será realizado encaminhamento para entrevista multidisciplinar no Centro-Dia e/ou para outros atendimentos da rede de serviços. Para iniciar as atividades no Centro-Dia, são realizadas entrevistas por equipe multidisciplinar, composta por Assistente Social, Psicólogo (a), Professor(a) de Educação Física e Pedagogo(a). Para realizá-las, observa-se os aspectos biológicos, psicológicos e sociais, compreendendo a singularidade de cada sujeito, buscando identificar as situações de vulnerabilidade, risco e violação de direitos; as barreiras de acessibilidade encontradas no cotidiano dos usuários e seus familiares; além do desejo do usuário em adquirir habilidades que promovam maior autonomia e independência nas suas atividades cotidianas. Posteriormente, é realizada reunião de estudo de caso, para compartilhamento das informações pertinentes, na qual as intervenções são pensadas em conjunto. Neste momento, caso identificado que o usuário não possui rede de apoio para acompanhá-lo até o Centro-Dia, o Serviço Social se articula com a rede socioassistencial para garantir o acesso e permanência do usuário no serviço. Além disso, em reunião de estudo de caso realiza-se a elaboração do Plano de Atendimento Individualizado (PAI), o qual envolve a participação ativa dos sujeitos neste processo, não se pautando apenas em sua deficiência, mas também nas características de cada contexto em que está inserido e suas demandas específicas. Após a construção do PAI e o ingresso do usuário ao serviço, realizar-se-á monitoramento e avaliação do plano elaborado, conforme periodicidade definida no documento. Do monitoramento e avaliação do Plano de Atendimento Individualizado - PAI: O Serviço conta com instrumentos de registros das informações sobre histórico de atendimento do usuário, os quais possibilitam aos profissionais armazenar e identificar as situações vivenciadas, suas demandas e os objetivos alcançados durante o período em que estão sendo atendidos. Estas informações ficam registradas em prontuário individualizado, o qual é composto pelos documentos principais, como ficha cadastral, as entrevistas da pedagogia e do professor de educação física, o plano individual de atendimento elaborado durante o estudo de caso, cópias de documentos de identidade, CPF, comprovante de residência, laudo oftalmológico. Os registros de entrevista e atendimento do Serviço Social e da Psicologia são arquivados em prontuário específico, de acesso restrito aos profissionais de referência, preservando o sigilo das informações. O monitoramento das estratégias propostas no PAI ocorre nas reuniões multiprofissionais, as quais são realizadas quinzenalmente, e trazem subsídios de conversas individualizadas entre profissionais e usuários e familiares e/ou cuidadores, bem como de observações técnicas. A avaliação e monitoramento do PAI se dá mediante discussão de caso em reunião multiprofissional, dependendo da periodicidade estabelecida no referido documento. Tem por objetivo verificar e acompanhar o processo de aquisição de habilidades que fomentem a conquista de autonomia, seus fatores dificultadores e facilitadores, bem como identificar se as propostas ao usuário, estabelecidas a priori, foram alcançadas. Nesta reunião é realizada ainda a atualização do plano, caso tal seja necessário.