Segunda edição do Café Cultural

Na tarde do dia 3 de dezembro, iniciou-se nas instalações do Centro de Reabilitação, Profissionalização e Convivência o Segundo Café Cultural, coordenado pela professora Margarete Alves.

Este dia principiou com uma mobilização em função do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, ocorrida no centro de Florianópolis e a adrenalina ainda pulsava quando começaram as apresentações, as quais transportaram-nos para os mais diferentes espaços deste planeta.

Do árido sertão do nordeste brasileiro à cidade de Amisterdã, abordando temas que iam do aquecimento global e as consequências deste para nossa existência, A Segunda Guerra Mundial e o holocausto, o conceito de liberdade, a infância de pobreza e violência, o analfabetismo e o que tal condição gera, do Ocidente ao Oriente, muito aprendizado foi partilhado, surpresas a todo tempo e a certeza de que a cultura, em suas variadas formas, torna-nos seres pensantes, autores de ideias, produtores de transformações.

Um turbilhão de emoções foi provocado em virtude da abordagem de uma temática ligada ao amor e sua dialética, pois trata-se de um sentimento que fortalece-nos sobremaneira, mas que pode nos fragilizar se não percebermos que amar não está relacionado a perda de identidade, a deixar de viver quando o outro parte, seja lá por qual razão tal fato ocorra. Sorrisos de contentamento pelo alcance do objetivo, lágrimas oriundas de momentos em que sentimo-nos sendo catapultados para dentro das vidas dos personagens, que parecem tão distantes, mas que estão tão perto de nós, surpresas por alguns finais inesperados.... enfim, uma tarde inesquecível para todos os que dela participaram.

Estiveram presentes, além da professora que orienta os trabalhos, a coordenadora pedagógica Marcilene aparecida Alberton Ghisi, o professor de Informática, responsável pela edição das trilhas sonoras que acompanharam as apresentações, Maurício Sá Peixoto e doze alunos que frequentam a disciplina de Apoio Pedagógico.

“É preciso saber viver”, dizia a música que foi escolhida para dar início ao evento, a qual foi apresentada por um aluno que perdeu a visão há pouco tempo e que, por meio da letra, expressou o quão sua vida transformou-se com a interação com pessoas que passam por situação semelhante e que estão superando os desafios. É, em síntese, o que busca este Café: permitir a todos a percepção de que suas histórias, como a dos protagonistas dos livros, filmes, poesias, músicas, é escrita por cada um, que cada página é o descortinar de mudanças, de possibilidades.

Coordenadora pedagógica apresentando o livro que encerrou o Café, tendo ao lado o banner do evento com flores cor-de-rosa
Aluno Gustavo Amorim expondo a obra que leu, onde aparece também a mesa do café e o banner ao fundo com flores